A 13ª edição do WAW abordou o tema “Taxa de conversão: fatores que influenciam na compra de um e-commerce de moda”. O palestrante Yuri Barreira, especialista em e-commerce e que atualmente gerencia os negócios da Redley e Cantão, iniciou a apresentação falando sobre a importância de se definir os KPI’s (Key Performance Indicator, ou indicadores-chave de performance) do negócio, no caso: taxa de conversão, visitas únicas e totais, receita e ticket médio.

Segundo o palestrante, taxa de conversão é algo simples: o cliente converte quando faz aquilo que a empresa espera que ele faça no site, que pode ser desde comprar efetivamente a apenas realizar um cadastro. Todo o caminho até a conversão deve ser continuamente analisado para que o cliente chegue ao final do processo. Assim, como em qualquer e-commerce, em moda também é preciso saber o ponto no qual as pessoas estão abandonando o site e deixando de comprar.

Tendo em mãos este conhecimento, obtido através de ferramentas de digital analytics, é importante realizar testes A∕B nas páginas, em especial nas que geram maiores taxas de conversão. “Na Redley, testamos mudar a cor do botão CTA (call to action – chamada para ação) de preto para amarelo e aumentamos significativamente nossos cliques para compra”, explicou.

Além disso, existem quatro pontos extremamente relevantes em um e-commerce de moda: preço, fotos dos produtos, disponibilidade e usabilidade do site. Em relação ao preço, o palestrante explicou que “na internet, quanto maior o preço, menor a probabilidade de o cliente adquirir o produto. Parece óbvio, porém isso se intensifica com a impossibilidade de experimentar o produto e o medo de não conseguir trocar a peça caso não fique boa”.

Sendo assim, as fotos dos produtos devem ter a maior quantidade de detalhes e recursos quanto for possível e rentável para a marca. Yuri exemplificou falando que, no site da Redley, existem quatro formas de expor os produtos, que vão desde uma foto simples do mesmo até a apresentação da peça em um(a) modelo, com detalhamento e fundo  estilizado. “Este último formato é o que converte mais, porém o mais caro. O que costumamos fazer é colocar as principais peças da coleção desta forma e as demais em formatos variados. Cada caso é um caso, pois cada peça tem a sua especificidade”, ponderou.

Em relação à disponibilidade do produto, é fundamental constante cobertura do estoque, sem a ilusão de que é possível vendê-lo por completo, pois sempre haverá peças mais procuradas que outras, seja em relação à cor, tamanho e etc. Além disso, é importante ter variedade de peças e observar furos de numeração. “Muitas pessoas deixam de comprar por não ter o seu número. É muito válido ter uma forma de avisar que o produto chegou e está disponível para compra em um momento futuro, mas não pode demorar muito”, observou o palestrante.

Sobre a usabilidade, arquitetura e disponibilidade de informação, Yuri destacou a importância de boas descrições para os produtos, já que as mesmas fariam o papel semelhante ao do vendedor, além de contribuírem para o SEO (Search Engine Optimization – Otimização para buscas). O palestrante falou também sobre o uso de mapas de calor no site. “Com este recurso, você sabe exatamente onde o cliente está navegando, sem chutes”, afirmou.

Por fim, Yuri ressaltou a importância de se investir em inovação. “Recentemente houve um teste na Redley que avaliou o uso de vídeos para divulgar os produtos, e o resultado foi ótimo! É isso que as empresas precisam fazer: inovar, até porque este tipo de teste pode ser feito primeiramente por amostragem, o que não compromete os resultados como um todo caso a ação não dê certo”, concluiu.

 

 

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